ATENTADO EM NOVA IGUAÇU: VEREADOR É BALEADO À LUZ DO DIA NA BAIXADA FLUMINENSE

A violência voltou a atingir o coração da política na Baixada Fluminense.

Por Charles Manga
O vereador Germano Silva de Oliveira, conhecido como Maninho de Cabuçu (MDB), foi alvo de um ataque a tiros na tarde desta quarta-feira (22), no bairro Cabuçu, em Nova Iguaçu. O crime aconteceu em plena luz do dia, em uma das vias mais movimentadas da região, a Avenida Abílio Augusto Távora, nas proximidades do Posto Aliança.
Segundo relatos de testemunhas, dois criminosos em uma motocicleta se aproximaram e efetuaram diversos disparos contra o parlamentar, fugindo logo em seguida. A ação rápida e direta levanta fortes indícios de execução premeditada.
Maninho foi atingido pelas costas, na região lombar, e socorrido inicialmente por policiais militares do 20º BPM que passavam pelo local. Ele foi levado às pressas para a UPA de Cabuçu e, posteriormente, transferido para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, onde passou por cirurgia e permanece internado em estado grave no CTI.

A Câmara Municipal de Nova Iguaçu confirmou a gravidade do quadro e chegou a fazer um apelo público por doações de sangue para o vereador, o que evidencia a delicadeza da situação.
As investigações estão em curso na 56ª DP (Comendador Soares). Embora a hipótese de assalto tenha sido considerada inicialmente, ela perde força diante das circunstâncias do crime. A principal linha de investigação aponta para um possível atentado, hipótese que ganha peso pelo perfil político da vítima e pela forma como o ataque foi executado.
Reeleito em 2024 como um dos mais votados do MDB, Maninho de Cabuçu é uma figura conhecida e atuante na região, com forte base política em Cabuçu e alianças influentes no cenário local.
O atentado gerou forte repercussão e reacende o alerta sobre a escalada da violência na Baixada Fluminense, especialmente quando atinge diretamente agentes públicos em pleno exercício do mandato. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.

A Polícia Militar segue em diligências, enquanto a população e o meio político aguardam respostas: quem mandou atirar, e por quê?
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