O desfile pró-Lula da Acadêmicos de Niterói, a afronta aos evangélicos, e fora da lei

Na imagem, o último carro alegórico da Acadêmicos de Niterói, com uma estátua gigante de Lula

Estreia da Acadêmicos de Niterói na elite do Carnaval Carioca, teve Bolsonaro como palhaço e desistência de Janja.

Por Charles Manga - Jornal Ativa ES

A acadêmicos de Niterói fez sua estreia no grupo especial do carnaval do Rio no domingo (15.fev.2026) e homenageou o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a agremiação foi a 1ª a se apresentar no sambódromo da Marquês de Sapucaí.


Bolsonaro preso

O Ex-Presidente Bolsonaro foi retratado como um palhaço no 1º carro alegórico o que está com um terno azul, e caracterizado como Bozo (forma pela qual era eventualmente chamado por críticos). No 4º carro alegórico, a referência está no palhaço com uniforme de presidiário e uma tornozeleira danificada, uma referência ao episódio de novembro de 2025. 


Impeachment de Dilma

Logo no início do desfile, bonecos caracterizados mostravam a posse de Dilma Rousseff (PT). Em seguida, uma pessoa que representa o ex-presidente Michel Temer (MDB) toma a faixa presidencial. Lula e o PT defendem que a ex-presidente foi vítima de um golpe; sem Janja a primeira-dama desistiu de desfilar na última hora. Seria o destaque do último carro alegórico, intitulado

“Amigos de Lula”, Janja estava no camarote, mas não entrou na pista para evitar que sua aparição fosse interpretada como campanha eleitoral antecipada. De acordo com a  a reportagem da Rádio Ativa, Janja estava em um contêiner na área da concentração, no início da pista. Ela chegou a sair quando a bateria entrou, mas não desfilou. Ficou no camarote com Lula.


Lula na pista

O presidente deixou o camarote durante o desfile da Acadêmicos de Niterói e foi para a avenida cumprimentar o Mestre-sala e a Porta-bandeira da agremiação. Estava acompanhado do Prefeito do Rio.


Evangélicos em conserva

Uma das alas da Acadêmicos de Niterói mostrou os “neoconservadores em conserva“. De acordo com a escola, trata-se de um grupo de oposição a Lula, representada por pessoas do agronegócio. Uma mulher de classe alta, defensores da ditadura militar e evangélicos. A fantasia foi alvo de críticas e afronta a Deus. A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) disse ser inadmissível “ridicularizar” o grupo religioso. O Senador Magno Malta por meio de áudio, disse ser repugnante.


Faz o L 

Integrantes da escola fizeram o “L de Lula” no desfile. De acordo com informações do repórter Charles Manga, a escola havia orientado que o gesto fosse evitado na avenida.  Políticos e partidos de oposição a Lula, foram à Justiça nos últimos dias:

Partido Novo

O partido entrou com uma representação no TCU para pedir que a Acadêmicos de Niterói não recebesse o repasse de R$ 1 milhão da Embratur (Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo). A área técnica da côrte de contas, se manifestou a favor de barrar os recursos. A decisão final coube ao relator do caso, Aroldo Cedraz, que negou o pedido para suspender o repasse.


Damares Alves e Kim Kataguiri, a Senadora (Republicanos-DF) e o Deputado Federal (União Brasil-SP) moveram ações contra o Presidente por causa do enredo da agremiação. Ambas foram rejeitadas pela Justiça Federal; Novo e Kim Kataguiri, ingressaram com um pedido de proibição do desfile. A liminar foi negada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A côrte acompanhou o voto da relatora, Estella Aranha, que foi indicada por Lula ao cargo.

A escolha do enredo não foi a única controvérsia protagonizada pela agremiação fluminense. O jornal Ativa ES, mostrou em 5 de fevereiro, que o presidente da escola, Wallace Palhares, foi demitido do cargo de assistente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro).

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