Com queda de Maduro, venezuelanos fazem festa em BH e estouram champanhe e fogos: 'Gracias, Trump'

Por Charles Manga

Comunidade venezuelana se reuniu na praça da Liberdade para festejar a notícia da captura de Nicolás Maduro. Venezuelanos que residem em Belo Horizonte comemoraram, neste sábado (3/1), a captura de Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, por militares americanos. O grupo estourou champanhe, soltou fogos e exibiu bandeiras do país na Praça da Liberdade, na região Centro-Sul. Gritos de “Cayó” (Caiu), em referência a Maduro, e “Gracias, Trump” (Obrigado, Trump) deram o tom da celebração, que muito pareceu a virada de

Ano Novo da comunidade. 

Os venezuelanos se vestiram de branco, além das cores do país, amarelo, azul e vermelho. Em um momento, pintaram uma placa com o rosto de Nicolás Maduro com a inscrição “Capturado”.

Jhoster Parada, de 34 anos, mudou-se para Belo Horizonte há sete anos, fugindo da ditadura de Nicolás Maduro. Ele celebrou a captura do líder venezuelano como um alívio para o país, que enfrenta um cenário econômico adverso.

“Já são mais de 20 anos de ditadura. Muitas pessoas fugiram da Venezuela. Falta acesso a recursos básicos, como água, internet e eletricidade, e a comida está muito, muito cara”, denunciou. sobre o bombardeio americano que atingiu a capital da Venezuela, Caracas, e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. “Eu estava conversando com a minha família naquele momento.

Estávamos todos reunidos on-line. Em questão de cinco minutos, minha tia me retornou dizendo que muitos helicópteros sobrevoavam a região e que era possível ouvir explosões”, relatou. Para ele, o ideal agora seria uma reconfiguração total do governo. “Tirar todos os ministros, os prefeitos, os governadores. Fazer uma limpeza”, avaliou.

Esperança dá tom da festa 

A venezuelana Sharon Garrido, de 36 anos, vive no Brasil há quase 15 anos. Embora a saída do país de origem tenha sido motivada principalmente por questões pessoais, ela não conseguiu conter as lágrimas ao comentar a queda de Nicolás Maduro. “A notícia de hoje é incrível. É uma mistura de sentimentos. Até agora, mal consigo acreditar. Sinto alegria, choro, euforia”, celebrou. 

Sharon espera que a queda do ditador resulte em uma eleição transparente e legítima, com participação popular. “Pelo que Trump falou, eles, os EUA, irão administrar a Venezuela até que ocorra uma transição pacífica. Temos muitos grupos armados no país, então precisamos de paz. Não sei se vão planejar uma eleição ou recuperar María Corina Machado e Edmundo González, que participaram do último pleito, que foi roubado. Mas a esperança é que haja um governo, de fato, escolhido pelo povo”, ponderou.


Para Maria González, que participou da festa na Praça da Liberdade ao lado dos filhos, o agradecimento vem da crença de que “a Venezuela já está livre”. Ela chegou ao Brasil pelo estado de Roraima e, depois, mudou-se para Minas Gerais. Soube da notícia ainda de madrugada e não conseguiu conter a euforia. “De verdade, senti uma emoção tão grande que nem sei descrever. Tenho parte da minha família na Venezuela, assim como tenho aqui no Brasil. Para nós, isso foi o melhor que pudemos receber para este ano de 2026”, celebrou, ao lado de irmãs e filhos.

Como recado aos venezuelanos que permanecem no país, Sharon Garrido desejou um futuro melhor ao povo. “Mantenham a calma e comemorem muito, porque o que está acontecendo é incrível. Nós esperamos por mais de 27 anos. O nosso futuro será muito bom”, disse.

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